Missionnaires en Haïti, au Brésil et en France

Auteur/autrice : missionstjacques (Page 1 of 52)

Synode – Message de CEH

MESSAGE DE LA CONFERENCE DES EVEQUES CATHOLIQUES D’HAÏTI,
AUX PRÊTRES, AUX DIACRES, AUX PERSONNES CONSACRÉES,
AUX FIDÈLES LAÏCS ET À TOUTES LES PERSONNES DE BONNE VOLONTÉ
DANS LE CADRE DU 16ème SYNODE DES ÉVÊQUES

« Pour une Église synodale : communion, participation et mission »

1. Nous, les évêques catholiques d’Haïti, vous saluons avec beaucoup de joie, au nom de Jésus Christ, notre Sauveur qui nous rassemble sous la mouvance de l’Esprit Saint pour faire de nous un seul peuple de Dieu qui nous aime tant.
2. Le 15 septembre 1965, le Pape Paul VI créa dans l’Église une institution portant le nom de Synode des Évêques, une grande Assemblée d’évêques convoquée par le Pape pour réfléchir sur la vie de l’Église et le conseiller. Cette Assemblée montre la qualité de communion et de collaboration qui existe entre le Pape et les évêques du monde entier (cf. Lettre apostolique « Motu proprio » Apostolica sollicitudo).
3. Aujourd’hui, le Pape François convoque les évêques pour la XVIème Assemblée générale du Synode qui se tiendra à Rome en octobre 2023. Le Pape François consacre deux (2) ans à l’Église pour qu’elle prépare le Synode car il veut que tout le peuple de Dieu se sente concerné par la mission et les grandes décisions que l’Église doit prendre. Voici le thème du Synode : « Pour une Église synodale : communion, participation et mission ».
4. Plusieurs étapes sont à franchir avant d’arriver à la Grande Assemblée de 2023.
La première étape se déroulera du mois d’octobre 2021 au mois d’avril 2022. Dans tous les diocèses, il y aura des activités de rencontre et de réflexion sur la façon de vivre et de marcher ensemble jusqu’à ce que nous atteignions l’étape de rassemblement final.
Ainsi, nous invitons tout le peuple de Dieu, au niveau des diocèses et des paroisses à :
– réfléchir sur la vie et la mission de l’Église, en particulier sur la participation de tous les baptisés aux différents aspects de la mission. Ils devront répondre à quelques questions sur la façon dont ils voient la vie de l’Église et ce qu’il faut faire pour que l’œuvre de la prédication de l’Évangile puisse porter plus de fruits.
– ouvrir leurs yeux sur les réalités dans lesquelles nous vivons aujourd’hui, qui sèment le doute dans le cœur de beaucoup sur l’avenir de la société : la misère, la corruption, la violence. Cette situation a provoqué la fuite de nombreux enfants du pays.
– Également, nous exhortons le peuple de Dieu à laisser l’Esprit Saint transformer son cœur et guider ses actions dans l’œuvre pastorale de l’Église.
5. Frères et sœurs, le synode nous aidera à comprendre davantage ce qu’est l’Église, une communauté « qui marche ensemble pour lire la réalité avec les yeux de la foi et avec le cœur de Dieu ; c’est l’Église qui s’interroge sur sa fidélité au dépôt de la foi » (Introduction du Pape François au Synode pour la Famille 2015, 5 octobre 2015).
Le Synode, c’est l’Église qui prie pour que tous soient à l’écoute d’une seule voix, qu’est la voix du Gardien qui nous rassemble tous en « un seul troupeau, derrière un seul Gardien » (cf. Jean 10, verset 16).
Pour que le Synode porte plus de fruits pour l’Église et pour toutes nos communautés, nous devons nous ouvrir à l’Esprit Saint et nous revêtir « de courage apostolique, d’humilité évangélique et de prière confiante » (Introduction du Pape François au Synode pour la Famille 2015, 5 octobre 2015).
6. Que l’Esprit de Pentecôte nous rassemble, nous habite le cœur et fasse grandir la communion entre nous ; qu’il nous fasse devenir un, afin que tous croient que Jésus Christ est l’envoyé de Dieu le Père (cf. Jean 17, 21).
Dans le souffle de l’Esprit Saint, que le Seigneur nous aide à nous rencontrer, à apprendre à nous écouter, à méditer ensemble, à marcher ensemble sur le chemin de la vérité, de la justice et du pardon.
Que la Vierge Marie, Notre-Dame du Perpétuel Secours, nous aide à préparer et à réaliser le Synode de 2023 afin que la gloire de Dieu éclate toujours et que l’Évangile continue d’être proclamé sur toute la face de la terre.

Retrouver la note ici, au format pdf.

Donné au Siège de la Conférence des évêques catholiques d’Haïti, à Lilavois, le 14 octobre 2021.

Paróquia Missionária – Amar e servir o povo!!

Paróquia Missionária – Amar e servir o povo!!


Em tempos de pandemia as pessoas passaram a viver mais reclusas, gerando em algumas situações, um período de doenças e enfermidades emocionais. No entanto, o silêncio e o recolhimento trouxeram calmaria que propiciaram uma aproximação íntima com Deus.

O silêncio do Senhor faz e refaz, onde a missão é grande e árdua, pois o mundo precisa ainda mais da proximidade do Criador, assim como exorta o Papa Francisco à prática da missão, que    desperta o espírito de prontidão.

Ao sair de si para o mundo, no propósito de ser um missionário, o cristão pode mergulhar-se dentro de si   mesmo, através da reflexão, da   fé, da esperança e da caridade, e assim produzir os frutos tão desejados, os mesmos frutos que a paróquia tem colhido, mesmo em tempos difíceis e temerosos. A fraternidade tornou-se vivamente intérprete das ações traduzidas nas transformações dos anseios da comunidade.

Esta comunidade não vacilou em seguiu em busca das condições necessárias para atender e direcionar crianças e adolescentes. Assim foi inaugurado o Centro Pastoral Padre Antonio Luigi Martinelli, na data de 05 de junho do corrente ano, às 17h, com a presença ilustre de Vossa Excelência Dom Frei Severino Clasen.

O momento de gratidão a Deus, ao povo e também à presença do arcebispo. E, nesta mesma data, foi celebrado o sacramento da Crisma, que segundo a doutrina da Igreja Católica, é o sacramento em que o fiel recebe, através da ação do bispo, uma unção com o Crisma. Ao receber o sacramento da confirmação, o crismando afirma, por conta própria, que é membro da fé católica. E, com grande alegria, 63 adolescentes e jovens confirmaram o seu batismo.  E, as celebrações continuaram   nos dias 02 e 07 de julho, com a Primeira Eucaristia de 64 adolescentes, em dois momentos de celebração, respeitando o protocolo estabelecido pela Organização Mundial da Saúde.  E, ainda Celebração do Batismo e Matrimônio, com três crianças a cada celebração e até quinze convidados.

Na cerimônia do Matrimônio com até no máximo, cinquenta convidados. A comunidade em festa, a comunidade em missão, proclamando o Reino, pregando o Evangelho e praticando o seu ensinamento, com essência e virtude. E, ao mesmo tempo, fazendo-se pequena, diminuindo-se para engrandecer o Cristo através dos seus ensinamentos, onde a humildade e a misericórdia são os caminhos e   as verdades que vão ao encontro da vida, e da vida em toda sua plenitude.

A Paróquia encontrou nas intempéries da caminhada os passos da docilidade e da mansidão, ao caminhar com Maria, sempre de mãos dadas, e mais especialmente no próximo dia 07 de outubro, Dia de Nossa Senhora do Rosário, padroeira da comunidade.  A festa foi instituída pelo Papa Pio V no ano de 1571, para celebrar a vitória dos cristãos após uma grande batalha de Lepanto.

Que a Virgem Maria, bendita entre as mulheres, possa continuar abençoando e protegendo o povo bem-aventurado.

Louvemos Nossa Senhora!!!

Vera Cavalli, professora e membro do CAE

A IMPORTÂNCIA DA DIMENSÃO MISSIONÁRIA PARA A IGREJA SINODAL

A IMPORTÂNCIA DA DIMENSÃO MISSIONÁRIA PARA A IGREJA SINODAL

Então, Jesus aproximou-se deles e disse: « Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos meus de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu ordenei a vocês. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos ». Mateus 28:18-20.

Definição de missão. O que é teologicamente a missão?

Missão é a ação de Cristo, o Único Missionário do Pai, através de sua Igreja. É o dinamismo de Cristo na Igreja; na Igreja como Corpo de Cristo na história; como o sacramento de Cristo, o Salvador universal.

A missão deve ser vista como o dinamismo de Cristo que habita na Igreja. A missão é um fenômeno vital na Igreja. O dinamismo missionário nasce do próprio ser da Igreja, como Corpo vivo do Cristo Ressuscitado que tende a se espalhar entre as pessoas em todos os lugares até o fim da história.

O missionário deve assumir um estilo de vida absolutamente coerente com o Evangelho que compartilha com « outros » e com seus sinais de credibilidade. O missionário encarna numa realidade e numa cultura humana aquilo que a missão possui que é transcendente, misteriosa e desconcertante.

A Igreja Católica, por escolha de Jesus, nasceu missionária e se desenvolveu no vigor da missão. Missão é a principal tarefa da Igreja de Jesus Cristo no meio dos homens e mulheres de nosso tempo. A missão pode ser vista como um dos maiores desafios da Igreja de hoje. A missão é o oxigênio da Igreja. Onde quer que falte este sopro, os cristãos sufocam e o mundo ao seu redor.

“Missão é a obra de Deus dada à Igreja, a qual, seguindo o exemplo de Cristo, proclamar por palavras e ações o Reino de Deus, clamando todos ao arrependimento e a ter fé em Cristo Jesus e enviando os remidos a serem discípulos D’Ele”. Todos cristãos têm uma missão: anunciar o Evangelho. Essa missão é muito importante. Todos precisam saber sobre a salvação em Jesus. É preciso levar a Boa Nova a todos até os confins da terra. A Igreja por sua essência é missionária. Ela nasceu missionária.

Missão é a principal tarefa da Igreja de Jesus Cristo no meio dos homens e mulheres de nosso tempo. A missão pode ser vista como um dos maiores desafios para a Igreja de hoje. Na palavra « Missão » há uma energia que emerge; encontramos « ação, tarefa, ordem, mandato, compromisso, atribuição, encargo, obrigação, etc. ». Assim, Missão é a obra de Deus dada à Igreja que, seguindo o exemplo de Cristo, proclama o Reino de Deus por palavras e obras. A missão é obedecer ao comando de Jesus, levar a mensagem do Evangelho a todos os povos, nações e criaturas, fazer discípulos e plantar tendas de amor e fraternidade no meio do mundo, agindo, é claro, sob o poder do Espírito Santo.

Deus chama algumas pessoas para anunciarem o Evangelho em outras partes do mundo. Outras pessoas são chamadas para proclamar o Evangelho em suas próprias comunidades. Quando Deus nos chama para uma missão, devemos obedecer. Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: « Quem enviarei? Quem irá por nós? » E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me! Isaías 6:8. A prontidão para sair de si, anunciar e levar Jesus a todos que necessitam é essencialmente urgente e fundamental. Como sublinhou Papa Francisco no início do seu pontificado: não quero uma Igreja tranquila, eu quero uma Igreja missionária”. Isto é, uma Igreja em movimento, que está na estrada, levando esperança aos desesperados, desanimados e tristes.

Igreja particular, Arquidiocese de Maringá reconhece a importância, a necessidade da missão. Por isso, ela se faz próxima de todos e está a serviço da missão, para que o Cristo se torne mais conhecido neste território a fora. Foi implantado COMIDI: Conselho Missionário Diocesano, com objetivo de auxiliar as pastorais, movimentos e organismos a desenvolverem a dimensão missionária de seus carismas para que a Igreja viva em estado permanente de missão, anunciado pelo testemunho, pelo diálogo e pela oração o Evangelho (Boa Notícia) que é o próprio Jesus Cristo. Missão aponta caminhos, rumos para que a Igreja, através dos seus diversos organismos e estruturas, continue a missão de Deus revelada em e por Jesus Cristo, na força do Espírito Santo. A missão não é uma propaganda do cristianismo ou da Igreja, significa compartilhar a experiência com Cristo (Documento de Aparecida, 2007, n. … Sempre presentes na vida do cristão, o encontro com Jesus Cristo, a conversão, o discipulado, a comunhão e a missão caminham juntos (Documento de Aparecida, 2007, n. 278).

Mesmo diante a pandemia, COVID-19, a Igreja de Maringá continua sua missão de levar e compartilhar a vida de Jesus como única esperança a todos, especialmente aos pobres, marginalizados e dando testemunho de fé e de solidariedade na sociedade, principalmente nas periferias.

A Dimensão Missionária é fundamental para não dizer necessária para uma Igreja viva, animada e acolhedora, uma Igreja solidária, descentralizada, uma Igreja que se ponha à escuta, ciente de que escutar é mais do que ouvir. É uma escuta recíproca, onde cada um tem algo a aprender. Povo fiel, seminaristas, diáconos, religiosos, sacerdotes e bispos: cada um à escuta dos outros; e todos à escuta do Espírito Santo”.  Uma Igreja onde todos são chamados a “caminhar juntos” valoriza a escuta, “…convivendo fraternalmente e trabalhando juntos, no diálogo e no serviço, revalorizando a dimensão comunitária da missão, a ser assumida como Igreja, na Igreja e com a Igreja”.

Quando compreendermos o nosso papel como testemunhas, podemos começar a criar muitas oportunidades, boas condições para facilitar a implementação da missão que recebemos do Senhor. « Usai de sabedoria com os que não são cristãos, aproveitando bem as ocasiões » (Col. 4,5). Em outras palavras, « saiba como aproveitar o tempo que lhe é oferecido ».

A própria pregação do Evangelho é a maneira de dizer « Deus nos ama tanto que quer nos ajudar a viver melhor no mundo de hoje ». Jesus nunca disse « Deus te abençoe » e foi embora. Ele cura os doentes, liberta os possuídos e os presos, satisfaz os famintos, conforta os aflitos, etc. (Lc. 6,17-19). Ele nos deixou o exemplo: « De fato, para isso é que fostes chamados, pois Cristo também sofreu por vós, deixando-vos o exemplo para que sigais os Seus passos” (1 Pedro 2,21).

 É preciso continuar caminhando juntos. É importante continuar tendo um rumo, caminho comum, indo na mesma direção, utilizando mesma linguagem e mesmo objetivo que é dialogar com os irmãos, pregar o Evangelho, anunciar Jesus Cristo. Esse caminho em comum suscitará uma Igreja mais igualitária e de comunhão, como é o desejo de Jesus. Pois, a Igreja é naturalmente missionária. Jesus não cansa de nos convidar a ser “Discípulos-Missionários”. Ele nos convida a través do Evangelho e da Igreja a reconhecer sua presença nas culturas e nos irmãos e irmãs. A dimensão missionária é sem sombra de duvida importante para Igreja sinodal.

Nós devemos sempre lembrar que todos nós somos enviados pelo Pai para proclamar o Evangelho. Como o Pai me enviou », disse Jesus, « assim eu vos envio » (cf. Jo 20,21). Através da Igreja que somos, o Senhor quer alcançar todas as camadas sociais para formar um único rebanho sob a orientação do mesmo pastor. Hoje as palavras de Jesus a Pedro: « Vai para as águas profundas! « (cf. Lc 5,4). O missionário, como todo batizado, deve ter a certeza de ser « enviado ». Ser missionário é um ato de obediência, uma resposta ao que Jesus nos pediu: « Se você me ama, guarde meus mandamentos ». Fazer parte da Grande Família de Deus é um grande privilégio, mas implica também uma responsabilidade.

Com o Papa Francisco, estamos cada vez mais conscientes da existência de inúmeras periferias: « Deixar a própria zona de conforto e ter a coragem de alcançar todas as periferias que necessitam da luz do Evangelho » (EG n° 20). Esta realidade levanta a questão do zelo e da fidelidade à nossa vocação, de compartilhar a vida e as maravilhosas riquezas do Evangelho para todos, de levar a voz dos sem voz ao coração do mundo. Estamos diante de uma missão cujos contornos ainda precisam ser definidos. Se o Evangelho é o poder de Deus para a salvação do mundo, é essencial assegurar que o Evangelho seja proclamado no contexto do mundo de hoje.

Padre Onac Axenat.

MESSAGE DU SAINT-PÈRE FRANÇOIS

MESSAGE DU SAINT-PÈRE FRANÇOIS
POUR LA JOURNÉE MONDIALE DES MISSIONS 2021

« Il nous est impossible de nous taire sur ce que nous avons vu et entendu » (Ac 4, 20)


Chers frères et sœurs,

Quand nous expérimentons la force de l’amour de Dieu, quand nous reconnaissons sa présence de Père dans notre vie personnelle et communautaire, il nous est impossible de ne pas annoncer et partager ce que nous avons vu et entendu.

La relation de Jésus avec ses disciples, son humanité qui se révèle à nous dans le mystère de l’incarnation, dans son Évangile et dans sa Pâque nous font voir jusqu’à quel point Dieu aime notre humanité et fait siennes nos joies et nos souffrances, nos désirs et nos angoisses (cf. Conc. œcum. Vat. II,  Const.past. Gaudium et spesn. 22).

Tout dans le Christ nous rappelle que le monde dans lequel nous vivons et son besoin de rédemption ne lui sont pas étrangers et nous invite également à nous sentir partie active de cette mission : « Allez donc aux croisées des chemins : tous ceux que vous trouverez, invitez-les » (Mt 22, 9) ; personne n’est étranger, personne ne peut se sentir étranger ou éloigné de cet amour de compassion.

L’expérience des apôtres

L’histoire de l’évangélisation commence par une recherche passionnée du Seigneur qui appelle et veut engager avec chaque personne, là où elle se trouve, un dialogue d’amitié (cf. Jn 15, 12-17). Les Apôtres sont les premiers à nous rapporter cela, se rappelant même le jour et l’heure où ils le rencontrèrent : «C’était vers quatre heures de l’après-midi » (Jn 1, 39).

L’amitié avec le Seigneur, le voir guérir les malades, manger avec les pécheurs, nourrir les affamés, s’approcher des exclus, toucher les personnes impures, s’identifier aux nécessiteux, inviter aux béatitudes, enseigner d’une manière nouvelle et pleine d’autorité, laisse une empreinte indélébile capable de susciter l’étonnement et une joie expansive et gratuite qui ne peut être contenue.

Comme le disait le prophète Jérémie, cette expérience est le feu ardent de sa présence active dans notre cœur qui nous pousse à la mission, même si elle comporte parfois des sacrifices et des incompréhensions (cf. 20, 7-9). L’amour est toujours en mouvement et nous met en mouvement pour partager l’annonce la plus belle, source d’espérance : « Nous avons trouvé le Messie » (Jn 1, 41).

Avec Jésus, nous avons vu, entendu et senti que les choses peuvent être différentes. Il a inauguré, déjà aujourd’hui, les temps à venir en nous rappelant une caractéristique essentielle de notre nature humaine, si souvent oubliée : « nous avons été faits pour la plénitude qui n’est atteinte que dans l’amour » (cf. Lettre enc. Fratelli tutti, n. 68). Des temps nouveaux qui suscitent une foi capable de promouvoir des initiatives et de forger des communautés à partir d’hommes et de femmes qui apprennent à prendre en charge leur propre fragilité et celle des autres, en promouvant la fraternité et l’amitié sociale ( cf. ibid., n. 67).

La communauté ecclésiale montre sa beauté chaque fois qu’elle rappelle avec gratitude que le Seigneur nous a aimé le premier (cf.1Jn 4,19). Cette «prédilection aimante du Seigneur nous surprend et l’émerveillement, de par sa nature, ne peut pas être possédé ou imposé par nous. […] Ce n’est que de cette manière que le miracle de la gratuité, du don gratuit de soi-même, peut s’accomplir. Même la ferveur missionnaire ne peut jamais être obtenue à la suite d’un raisonnement ou d’un calcul. Le fait de se mettre “en état de mission” est un reflet de la gratitude » (Message aux Œuvres Pontificales Missionnaires, 21 mai 2020).

Cependant, les temps n’ont pas toujours été faciles ; les premiers chrétiens ont commencé leur vie de foi dans un environnement hostile et difficile. Des histoires de marginalisation et de captivité s’entremêlaient avec des résistances internes et externes qui paraissaient contredire et même nier ce qu’ils avaient vu et entendu ; mais cela, loin d’être une difficulté ou un obstacle qui les aurait porté à se replier ou à se renfermer sur eux-mêmes, les a poussés à transformer tout désagrément,  contrariété et difficulté en opportunité pour la mission. Les limites et les obstacles devinrent eux aussi un lieu privilégié pour oindre toute chose et chacun avec l’Esprit du Seigneur. Rien ni personne ne pouvait rester étranger à l’annonce libératrice.

Nous avons le témoignage vivant de tout cela dans les Actes des Apôtres, livre que les disciples missionnaires tiennent toujours à portée de main. C’est le livre qui raconte comment le parfum de l’Évangile s’est répandu sur son passage, suscitant la joie que seul l’Esprit peut nous offrir. Le livre des Actes des Apôtres nous enseigne à vivre les épreuves en nous attachant au Christ, afin de mûrir la « conviction que Dieu peut agir en toutes circonstances, même au milieu des échecs apparents » et la certitude que « celui qui se donne et s’en remet à Dieu par amour sera certainement fécond » (Exhort. ap. Evangelii gaudium, n. 279).

Journée mondiale des missions : la liberté et l’audace nécessaires pour se tenir debout

Ainsi, pour nous aussi : le moment actuel de notre histoire n’est pas facile non plus. La pandémie a mis en évidence et amplifié la douleur, la solitude, la pauvreté et les injustices dont tant de personnes souffraient déjà, et a démasqué nos fausses sécurités et les divisions et polarisations qui nous déchirent silencieusement. Les plus fragiles et les plus vulnérables ont expérimenté encore plus leur vulnérabilité et leur fragilité. Nous avons vécu le découragement, le désenchantement, la fatigue ; et même l’amertume conformiste qui ôte l’espérance a pu s’emparer de nos regards.

Mais nous, « ce que nous proclamons, ce n’est pas nous-mêmes ; c’est ceci : Jésus Christ est le Seigneur ; et nous sommes vos serviteurs, à cause de Jésus » (cf. 2 Co 4, 5). C’est pourquoi nous entendons résonner dans nos communautés et dans nos familles la Parole de vie qui retentit dans nos cœurs et nous dit : « Il n’est pas ici, il est ressuscité » (Lc 24, 6) ; Parole d’espérance qui rompt tout déterminisme et, à ceux qui se laissent toucher, donne la liberté et l’audace nécessaires pour se tenir debout et chercher de façon créative toutes les manières possibles de vivre la compassion, ce “sacramental” de la proximité de Dieu avec nous qui n’abandonne personne au bord du chemin.

La mission de la compassion

En ce temps de pandémie, face à la tentation de masquer et de justifier l’indifférence et l’apathie au nom d’une saine distanciation sociale, la mission de la compassion, capable de faire de la distance nécessaire un lieu de rencontre, de soin et de promotion, est urgente. « Ce que nous avons vu et entendu » (Ac 4, 20), la miséricorde avec laquelle nous avons été traités, se transforme en un point de référence et de crédibilité qui nous permet de retrouver la passion partagée pour créer « une communauté d’appartenance et de solidarité à laquelle nous consacrerons du temps, des efforts et des biens » (Lettre enc. Fratelli tutti, n. 36). C’est sa Parole qui nous rachète quotidiennement et nous sauve des excuses qui nous conduisent à nous enfermer dans le plus vil des scepticismes : “peu importe, rien ne changera”.

Et face à la question : “pourquoi vais-je me priver de mes sécurités, de mon confort et de mes plaisirs si je ne peux voir aucun résultat important ?” ; la réponse reste toujours la même : « Jésus Christ a vaincu le péché et la mort et il est plein de puissance. Jésus Christ vit vraiment » (Exhort. ap. Evangelii gaudium, n. 275) et il nous veut aussi vivants, fraternels et capables d’accueillir et de partager cette espérance. Dans le contexte actuel, il y a un besoin urgent de missionnaires d’espérance qui, oints par le Seigneur, soient capables de rappeler prophétiquement que personne ne se sauve tout seul.

Journée mondiale des missions : partager avec tous un destin d’espérance

Comme les Apôtres et les premiers chrétiens, nous disons nous aussi de toutes nos forces : « Il nous est impossible de nous taire sur ce que nous avons vu et entendu » (Ac 4, 20). Tout ce que nous avons reçu, tout ce que le Seigneur nous a accordé au fur et à mesure, il nous l’a donné pour que nous le mettions en jeu et le donnions gratuitement aux autres.

Comme les Apôtres qui ont vu, entendu et touché le salut de Jésus (cf. 1 Jn 1, 1-4), ainsi nous pouvons aujourd’hui toucher la chair souffrante et joyeuse du Christ dans l’histoire de chaque jour et nous encourager à partager avec tous un destin d’espérance, cette caractéristique indubitable qui naît du fait de nous savoir accompagnés par le Seigneur. Comme chrétiens nous ne pouvons pas garder le Seigneur pour nous-mêmes : la mission évangélisatrice de l’Église exprime sa valeur complète et publique dans la transformation du monde et dans la sauvegarde de la création.

Journée mondiale des missions : une invitation à chacun de nous

Le thème de la Journée Mondiale des Missions de cette année, « Il nous est impossible de nous taire sur ce que nous avons vu et entendu » (Ac 4, 20), est une invitation à chacun d’entre nous à « assumer cette charge » et à faire connaître ce que nous avons dans le cœur. Cette mission est et a toujours été l’identité de l’Église : « Elle existe pour évangéliser » (S. Paul VI, Exhort. ap. Evangelii nuntiandi, n. 14).

Notre vie de foi s’affaiblit, perd prophétie et capacité d’émerveillement et de gratitude dans l’isolement personnel ou en s’enfermant en petits groupes. Par sa propre dynamique, elle exige une ouverture croissante capable d’atteindre et d’embrasser tout le monde. Les premiers chrétiens, loin de céder à la tentation de s’enfermer dans une élite, ont été attirés par le Seigneur et par la vie nouvelle qu’il offrait pour aller parmi les nations et témoigner de ce qu’ils avaient vu et entendu : le Règne de Dieu est tout proche. Ils l’ont fait avec la générosité, la gratitude et la noblesse de ceux qui sèment en sachant que d’autres mangeront le fruit de leur engagement et de leur sacrifice.

C’est pourquoi j’aime penser que « même les plus fragiles, les plus limités et les plus blessés peuvent être [missionnaires] à leur manière, parce qu’il faut toujours laisser le bien se communiquer, même s’il coexiste avec de nombreuses fragilités » (Exhort. ap. postsin. Chritus vivit, n. 239).

Journée mondiale des missions : renouveler notre engagement baptismal

Pendant la journée mondiale des missions, qui se célèbre chaque année l’avant-dernier dimanche d’octobre, nous nous souvenons avec reconnaissance de toutes les personnes dont le témoignage de vie nous aide à renouveler notre engagement baptismal à être des apôtres généreux et joyeux de l’Évangile. Nous nous souvenons en particulier de ceux qui ont été capables de se mettre en chemin, de quitter leur terre et leur famille pour que l’Évangile puisse atteindre sans délai et sans crainte les peuples et les villes les plus éloignés où tant de vies sont assoiffées de bénédiction.

Vivre la mission, c’est s’aventurer

Contempler leur témoignage missionnaire nous encourage à être courageux et à prier avec insistance le « maître de la moisson d’envoyer des ouvriers pour sa moisson » (Lc 10, 2). En effet nous sommes conscients que la vocation à la mission n’est pas quelque chose du passé ou un souvenir romantique d’autrefois.

Aujourd’hui, Jésus a besoin de cœurs capables de vivre leur vocation comme une véritable histoire d’amour, qui les fasse sortir aux périphéries du monde et devenir des messagers et des instruments de compassion. Et c’est un appel qu’il adresse à tous, même si ce n’est pas de la même manière. Rappelons-nous qu’il y a des périphéries qui sont proches de nous, au centre d’une ville, ou dans sa propre famille.

Il y a aussi un aspect d’ouverture universelle de l’amour qui n’est pas géographique mais existentiel. Toujours, mais spécialement en ces temps de pandémie, il est important de développer la capacité quotidienne d’élargir notre cercle, d’atteindre ceux qui spontanément nous ne sentirions pas comme faisant partie de « nos centre d’intérêts », même s’ils sont proches de nous. (cf. Lettre enc. Fratelli tutti, n. 97). Vivre la mission, c’est s’aventurer à développer les sentiments mêmes du Christ Jésus et croire avec lui que celui qui est à mes côtés est aussi mon frère et ma sœur. Que son amour de compassion réveille aussi notre cœur et nous rende tous disciples missionnaires.

Que Marie, la première disciple missionnaire, fasse croître chez tous les baptisés le désir d’être sel et lumière sur nos terres (cf. Mt 5, 13-14).

Saint Jean de Latran, 6 janvier 2021, Solennité de l’Épiphanie du Seigneur.

François

Conférences au Centre Missionnaire

Très chers amis de la Société des Prêtres de Saint-Jacques.

J’ai le plaisir de vous saluer et de vous informer de la reprise des conférences au Centre Missionnaire Saint-Jacques.

Elles continuent d’avoir lieu le deuxième dimanche du mois, de 15 h 30 à 17 h 30.

La liste des conférences sera très bientôt disponible sur notre site.

Notons toutefois que la première conférence aura lieu le deuxième dimanche du mois de novembre. Nous aurons alors l’occasion d’accueillir Mgr  Alexandre JOLY, évêque auxiliaire de Rennes. Il nous introduira sur des questions relatives au regard de l’Eglise sur la compréhension de l’être humain au cœur de la mission ecclésiale.

Bienvenue à toutes et à tous.

Père Georgino Rameau,
Responsable des Conférences
Centre Missionnaire Saint-Jacques.

Note du Président de la CEH – 16ème Synode des Évêques

Le 22 Septembre 2021

 

Du Président de la CEH,
Aux évêques de la CEH,
Au clergé de l’Église locale d’Haïti,
Aux frères et sœurs de la vie consacrée,
Aux autres fidèles catholiques d’Haïti

Mes très chers frères et sœurs,

Paix et joie ! Je suis heureux de vous adresser ce mot fraternel pour vous entretenir de la 16e Assemblée Générale Ordinaire du Synode des Évêques convoqué par le pape François autour du thème : Pour une Église synodale: communion, participation et mission et qui s’ouvrira le 17 octobre 2021 dans tous les diocèses du monde entier, et donc chez nous aussi en Haïti.  Lire la suite

 

SOUTIENS AUX VICTIMES – SEISME HAÏTI 2021 – P. Saint-Jacques

Haïti a été sévèrement touchée, dans la matinée du samedi 14 août 2021, par un violent séisme de magnitude 7.2 sur l’échelle de Richter.

Selon un bilan provisoire établi au 17 août 2021 par la Direction de la Protection civile du Ministère de l’Intérieur (Haïti), ont été recensés 1 419 morts, dont 1 133 dans le Sud, 162 dans la Grand’Anse, 122 dans les Nippes et 2 dans le Nord-Ouest. Plus de 6 900 blessés sont enregistrés dans les départements du Sud, des Nippes et de la Grand’Anse.

Un appel aux dons a été lancé par les autorités ecclésiastiques de l’Archidiocèse de Port-au-Prince pour venir en aide à la population des départements du sud d’Haïti.

La Société des Prêtres de Saint-Jacques se joint à elles pour inviter amis et proches à participer, dans la mesure du possible, à cette collecte de fonds pour fournir une assistance aux victimes du désastre.

Le service de l’économat général de notre Institut recueillera les dons qui pourront lui être confiés, et les transfèrera à la cellule responsable de redistribution des dons de l’Archevêché de Port-au-Prince.

Au nom des victimes et de l’Eglise d’Haïti, la Société des Prêtres de Saint-Jacques vous remercie d’ores et déjà de votre générosité.

Libellez votre chèque à l’ordre de :
SOUTIENS AUX VICTIMES – SEISMEHAÏTI2021 


Note de la Chancellerie
de l’Archevêché de Port-au-Prince


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